24 de agosto de 2015

satélite cintilante,
singelo brilha,
além e mais além...
vê-se passar a milhas daqui.
vens ou vais?

fica!

21 de agosto de 2015

Sinestésico amor, mal amor, 
que entrou sem avisar, 
veio pra me derrubar. 
Não deixo! Não quero! 
Vá, 
para nunca mais voltar!


auto retrato

O meu talento! De que me tem servido? Não trouxe nunca às minhas mãos vazias a mais pequena esmola do destino. Até hoje não há ninguém que de mim se tenha aproximado que não me tenha feito mal. Talvez culpa minha, talvez... O meu mundo não é como o dos outros; quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!

ESPANCA, Florbela. Poesia de Florbela Espanca Volume 1. Porto Alegre: L&PM, 2010, p.9.

19 de agosto de 2015

Andei há tempos sobre um frágil chão de vidro, ora ele me deixava segura, ora estremecia e trincava ao meio. Me dividia então, entre os dois lados. Não sabia em qual pisar, ponderava sobre qual me traria mais segurança, mas não soube escolher. Fui-me longe rastejando com cuidado, mas em um momento se dividia ali o chão, me levando para baixo. Fiquei sem escolha: - resolvi me aventurar no escuro. 

Arte: Oamul

14 de julho de 2015

el tiempo

Como dizia Padre Antônio Vieira, “Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!”
"O tempo cura tudo; só não cura o tempo que você perdeu esperando o tempo passar para curar tudo o que você teria  ganho se não tivesse esperando tanto tempo." (Eu me chamo Antônio)

via: Seleta Poética

música!

Cacaso e Lourenço Baêta- Feito mistério

Feito mistério

Então
senti que o resumo
é de cada um
que todo rumo
deságua em lugar comum
então eu monto num cavalo
que me leva a Teerã
e não me perco jamais
quando desespero vejo muito mais
Essa canção me rói, feito um mistério
essa tristeza dói
meu fingimento é sério
como aéreo é sempre todo amor


4 de julho de 2015

música

Descobri o trabalho de Jonas Tatit depois de assistir o documentário Em Busca de Iara (na netflix) e fui procurar mais sobre ele, me encantei! Lindas melodias e canções.

25 de maio de 2015

desabafos

...de alguém que pensa como eu e conseguiu organizar em palavras: (texto da Cátia Kitahara)

Compreender a vida é uma tarefa inútil, aceitar a morte é uma tarefa quase impossível, mas mais dia menos dia, tudo passa e tudo passará. Dia difícil, de perda, de reflexão. Pensando que amar é quase sobrehumano, como diz a música. Mas é preciso. É preciso parar de buscar em outro lugar o que a gente tem aqui mesmo e aceitar o que a gente tem.

Eu me canso de mim mesma, muito mesmo, mas não posso desistir. Acho que não mereço muita coisa, e ao mesmo tempo acho que eu mereço muito, muito mais. Mas eu sou um leão, eu sou forte, eu choro alto, eu soluço, mas eu continuo. Às vezes, acho que sou como um cavalo enlouquecido, desgovernado e o cavaleiro perdeu as rédeas. Não consigo me controlar e quando eu vejo fui eu mesma, eu novamente, sempre eu. Mas a verdade é que eu sou eu e não me vejo sendo outra, por mais doloroso que isso seja, prá mim e pros outros.

Mas eu tenho estofo, eu tenho dentro de mim, uma pessoa que mesmo tremendo desesperadamente faz o que tem que ser feito, pro bem e pro mal. Isso eu sei de mim. E tem muita gente que na hora salta de lado. Eu sei que assusto os outros, sou de dar medo, pois tenham medo mesmo seus covardes. Porque eu estou aqui inteira, de carne de osso, sou gente de verdade. Não sou uma fantasia, não tapo sol com peneira.

O que eu preciso é focalizar quem eu sou de verdade e buscar meu caminho, estou vivendo muito ao Deus dará, me deixando levar pela corrente, que está a meu favor, mas uma hora vira e eu fico sem nada.

19 de maio de 2015

estranha forma de vida

Ilustração: Catarina Sobral
Estranha forma de vida  
Amália Rodrigues

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda minha a saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração:
Vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
Coração que não comando:
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente.

Eu não te acompanho mais:
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.

18 de maio de 2015

dançando no escuro

"they say its the last song, they dont know us, you see its only the last song if we let it be."

A desilusão de um quase - Luís F. Veríssimo


Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

27 de abril de 2015

descobrindo novas músicas

Hoje fui ouvindo músicas no spotify e encontrei por acaso uma banda: The Sundays! Foi uma banda britânica de dream pop formada em 1987, em Londres, Inglaterra, pela vocalista e compositora Harriet Wheeler e pelo guitarrista e compositor David Gavurin. Harriet tem uma voz tão suave e tão linda e as melodias tem uma certa mistura de smiths e cocteau twins! Amei!    

19 de março de 2015

As ilustras de Becca Stadtlander


Conheci o trabalho de Becca pelo pinterest aleatóriamente e me encantei! E inclusive minha mãe escolheu uma das ilustrações dela pra eu pintar em tela. São lindas e delicadas! Não? Conheça todo trabalho dela aqui! :)








16 de março de 2015

Workshop com Amanda Mol

Hoje vou contar um pouquinho de como foi participar do workshop de ilustração com a Amanda Mol que aconteceu este fim de semana. ♥ Bom, o workshop foi ministrado pela Amanda e foi criado através da iniciativa do COLETIVO, que é uma proposta de desenvolver cursos e workshops lá no AM Estúdio Criativo. Aconteceu neste fim de semana lá em Varginha-MG e foi incrível! Rolou uma grande troca de experiências, bate papo e muita arte. A Amanda criou um ambiente de conversas sobre o ato de fazer arte, o despertar da criatividade, a pesquisa e busca de referências e também a "mão na massa. Sim! fizemos arte também! E o legal foi poder participar e conhecer o processo artístico da Amanda, que eu acho lindo, lindo, lindo de morrer! Além disso também conhecemos o espaço de trabalho dela e do Tales. Foi muito gostoso, fomos todos muito bem recebidos, trocamos muitas ideias e foi inspirador! ♥ ♥ ♥ Valeu demais! 







E aqui tem um pouquinho do que produzi durante o workshop:




E pra quem ainda não conhece o trabalho da Amanda é só entrar aqui:


2 de março de 2015

Tudo é memória

Ilustração: Ina Hattenhauer


Hoje acordei lembrando!

Pensando na forma mais simples de explicar a força de uma boa memória na hora de tomar decisões, foi que me dei conta do tamanho dela.

É saudosista quem vive de memórias. Boas memórias. Segundo pai e mãe, não tem jeito, tudo se transforma em um imenso e emocionante filme passado repetidas vezes assim que uma gaveta abre.

Não imagino criação sem o reflexo das lembranças. A nostalgia (a mesma que no dicionário entende-se como algo ruim, mas não aqui!) que se instala nas formas e nas texturas é encantadora. A intensa e eterna relação entre memória e comoção. 

Achei uma dessas há semanas atrás. É antiga e das boas! Para mim, o resultado vai ser um trabalho lindo e cheio de pedaços.

Meus pedaços.


Via: It's Moscada

7 de fevereiro de 2015

Querida Kitty,

                A história de muitos lembrada por ela e que jamais deve ser esquecida!
Já queria escrever algo sobre o diário de Anne Frank há muito tempo, mas sempre deixava pra outro dia, outra hora. Agora que li o diário e assisti um filme  não pude me conter! Não é apenas um relato sobre a segunda guerra, é a história de uma garota e de muitos que viveram nesse período tão desumano da história. 
                   

4 de fevereiro de 2015

Ilustras de Doré

Conhecem as ilustrações de Gustave Doré? Vi no Garatujas Fantásticas que uma exposição da obra de Gustave Doré ficou até maio no Musée D’Orsay, em Paris, e deixou um legado maravilhoso. E o vídeo que você assiste abaixo é uma animação, chamada L’imaginaire au poivoir (O Poder da Imaginação, em tradução livre), que coloca as famosas ilustrações de Doré em ação. É demaiiiiisss! :)



Com aproximadamente 25 anos, começou a trabalhar nas ilustrações de O Inferno de Dante. Em 1868, Doré terminou as ilustrações de O Purgatório e de O Paraíso, e publicou uma segunda parte incluindo todas as ilustrações de A Divina Comédia. Sua paixão eram mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como os Contos jocosos, de Honoré de Balzac (1855); Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1863); O Paraíso Perdido, de Milton; Gargântua e Pantagruel, de Rabelais; O Corvo, de Edgar Allan Poe; a Bíblia; A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge; contos de fadas de Charles Perrault, como Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela Adormecida e Cinderela, entre outras obras–primas. Ilustrou também alguns trabalhos do poeta inglês Lorde Byron, como As Trevas e Manfredo.  

Veja agumas ilustras aqui: vinteum

23 de janeiro de 2015

A língua das coisas

Que curta mais lindo feito em homenagem à Manoel de Barros! Muita delicadeza, muito bonito, muito amor! <3

Sinopse:

Em um sítio, distante de tudo, vivem o menino Lucas e seu avô. O avô só sabe a língua do rio, dos bichos e das plantas. Lucas está cansado da rotina de pescar e das histórias inventadas pelo avô, que diz pescá-las no rio: palavra por palavra. Um dia, a mãe de Lucas vem buscá-lo para morar na cidade. Mesmo contrariado, o avô o encoraja a ir para aprender a falar língua de gente. Na escola, a nova língua não entra na sua cabeça. Não cabe. E pra piorar, ele começa a escrever uma língua inventada, só dele. Todos pensam que ele tem um parafuso a menos. Em seguida, sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Desolado, ele se senta a margem do rio, e sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas pela correnteza.

E, aquele que não morou nunca em seus próprios abismos nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas, não foi marcado. Não será exposto às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.

Manoel de Barros





5 de janeiro de 2015

Fotografia

❤ Primeiro ensaio fotográfico: Arthur 



Fizemos o ensaio do Arthur com muito carinho e com muito amor para Juju e Eddir! A fotografia nos traz a lembrança de um momento da vida! Para lembrar, recordar e viver. Que esse momento seja sempre lembrado e que cada fase da vida do Arthur também. Com amor! 

23 de dezembro de 2014

música!

capa
Silencia

O novo cd da Ceumar tá lindo! Baixei pelo site e me encantei, tá uma belezura, lindeza pura! Melodia, letra e voz que encanta!

"Sob o céu sobre o mar. Sobre um jeito muito próprio de cantar. Silencia. E daí parte-se; em meio ou inteiramente fora do lugar. Silencia. Entre dois continentes e o contingente de culturas aglomeradas. Das poucas ou muitas casas aos aeroportos, trens e caminhadas. Silencia. Um dedo de moça. Um tempero, no prato requintado da mais fina flor do sal e do melado. Silencia. Enquanto paisagens passam, enquanto as estações morrem e nascem."
Por Gero Camilo, 2014.



Dá pra fazer download do cd e do encarte no site! 
Vem conhecer: http://ceumar.com.br/ 

9 de dezembro de 2014


E vivemos juntos esse mistério circular: nascer, crescer e morrer!
Façamos, então, o melhor! O viver é infinito!



♥ ler.. livros..literatura! ♥


"A leitura e a escrita enriquecem nossa subjetividade porque nos coloca de frente com nós mesmos, nos incitam perguntas, nos ajudam a pensar e a sentir, nos colocam em xeque, nos permitem aceder a outras experiências, tentar compreender outras subjetividades. A exploração de uma verdade estética pessoal é o que a arte nos oferece, por isso a literatura não é o lugar das certezas, mas o território da dúvida e não há nada mais libertário e revolucionário que a possibilidade de duvidar, de nos enfrentar a nós mesmos para colocar nossas certezas em xeque."

♥ Conheça a Revista Emília! > http://www.revistaemilia.com.br/mostra.php?id=437

7 de novembro de 2014

Cecília Meireles



Hoje é comemorado o 113º aniversário de Cecília Meireles e eu, suspeita pra falar, não poderia deixar de postar sobre isso no blog! Sou grande admiradora da obra que ela nos deixou e que permanece viva e reluzente até hoje. Desde criança quando conheci "o menino azul" já sabia que algo na escrita dela me encantava e me encanta até hoje, tanto os poemas quanto os contos, e em cada fase da minha vida parece que conheço mais e mais sobre ela. Já postei muitos poemas dela aqui, e sempre gosto de postar, me identifico muito com a forma com que ela escreve, com as palavras que ela usa e a feminilidade com que ela se expressa em muitas de suas obras. E hoje, mais do que lembrar de sua existência é lembrar de toda sua obra, ler e reler os poemas e também conhecer mais coisas. Vou deixar alguns poemas que gosto nesse post, mas para os que não conhecem tanto, deixo um link bem legal da tv cultura (no final da postagem) para conhecerem mais sobre a vida e obra da linda Cecília! 

3 de novembro de 2014

viagem!

Em julho desse ano fiz meu primeiro trabalho voluntário pela Aiesec e escolhi o norte do Chile: Antofagasta, uma cidade que fica no deserto do Atacama. Trabalhei na escola F-96 Libertadores de Chile com alunos de 5º a 8º e foi uma experiência muito legal! Deixei um pouco da minha cultura pra eles, ensinei um pouco de português e passar 5 semanas na escola foi muito gratificante para mim. Me senti viva, útil e feliz todo esse tempo... obviamente tive dificuldades, mas isso não me impediu de fazer nada! Além do trabalho na escola, fiz amigos que mantenho contato até hoje, inclusive os alunos (por facebook) heheh. Desde o dia que saí do Brasil até o dia que voltei pra cá, tive meu tempo totalmente ocupado com tanta coisa pra fazer, tanta troca, contato e tudo o que vivi nesse período e, por isso, escrever esse relato aqui no blog é realmente muito difícil (e pessoalmente também é). Só consegui fazer isso hoje porque montei um slide online para divugar as fotos da viagem e no site tinha a opção de "incorporar ao blog", daí pensei: vou fazer um breve relato só pra deixar no blog um pouquinho do que me aconteceu porque não consigo guardar isso só pra mim! E foi basicamente isso, eu fui de um jeito e voltei de outro...a minha bagagem cultural voltou cheia (literalmente) e com certeza cheguei segura e com a certeza de que fiz realmente a diferença e espero ter feito algo por eles! Sinto saudade de todos e sempre me lembro de cada dia que passei por lá. E como já disse em outras postagens: virou lembrança e levo comigo. E com certeza isso despertou ainda mais minha vontade de sair pelo mundo e ajudar, ensinar e conhecer diferentes povos e culturas. A experiência foi única e muito linda! Sou eternamente grata por todas as pessoas que estiveram junto comigo durante toda essa minha experiência, desde a minha família e amigos aqui no Brasil até os amigos que fiz na cidade, os amigos do intercâmbio, a equipe da escola, os alunos, professores e a família que me acolheu durante as 5 semanas que passei na cidade! Obrigada! :)


Projeto pequeños grandes mundos


Descobri pelo facebook o projeto que o ilustrador argentino Ivanke criou: Pequeños Grandes Mundos! Visitou cerca de 40 países em 550 dias e com uma só meta: fazer e levar arte com crianças de todo o mundo. Em escolas, hospitais, creches, parques, na rua, tanto nas cidades como nas zonas rurais ele conseguiu fazer esse trabalho incrível e emocionante!